País tem menor nível de adeptos do catolicismo desde 1872, diz estudo

A proporção de brasileiros adeptos do catolicismo caiu ao menor nível já registrado desde 1872, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira (23) pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Apesar da queda, o catolicismo ainda é a maior religião no país, seguida pela igreja evangélica e pelo espiritismo.
Segundo o estudo, 68,43% da população brasileira se dizia católica em 2009, cerca de 130 milhões de pessoas, o menor percentual desde os primeiros registros realizados no país, em 1872, quando os católicos representavam 99,7% da população.
Conforme o estudo, a proporção de católicos vinha se mantendo constante no início dos anos 2000, mas houve queda de 7,3% dos adeptos ao catolicismo entre 2003 e 2009. A pesquisa reuniu microdados de pesquisas do IBGE com cerca de 200 mil entrevistados na década passada.
Uma das razões apontadas para a queda é o crescimento na proporção dos evangélicos no mesmo período (de 17,9% para 20,3% da população). Além disso, o grupo de pessoas que dizem não pertencer a nenhuma religião subiu, de 5,13% para 6,7% da população. No início da década, o índice dos “sem religião” havia caído, de 7,4% para 5,1%. Leia a pesquisa completa: CLIQUE AQUI

Fonte: G1
Dica : Rodney

Ambrósio, 07 de Dezembro



Bispo, Confessor e Doutor da Igreja (+ Milão, 397)

Nascido em Trier, na Alemanha, no ano de 340 e falecido em Milão a 4 de abril de 397, provinha de uma antiga família convertida ao Cristianismo, Santo Ambrósio era filho de Ambrósio, prefeito do pretório das Gálias, que dominava os atuais territórios da França, Grã-Bretanha e Espanha, juntamente com Tingitana, em África, e que era uma das quatro maiores prefeituras do Império Romano e o mais alto cargo que algum súbdito poderia ter. Era o mais novo dos seus irmãos, Marcelina, que veio a ser monja, e de Satírio, que se demitiu da prefeitura para viver com Santo Ambrósio, quando este foi nomeado para o episcopado. Após a morte do pai, a família mudou-se para Roma, onde Santo Ambrósio estudou, assistido pela sua irmã Marcelina, religiosa e dez anos mais velha, tendo feito progressos tanto nos seus conhecimentos seculares como nas suas virtudes de piedade. Da irmã, Santo Ambrósio adquiriu o respeito e devoção pela virgindade, traço que marcou a sua vida eclesiástica. Os seus conhecimentos da língua e da literatura gregas foram complementados pelo estudo e pela prática do Direito, tendo-se Santo Ambrósio rapidamente distinguido pela sua eloquência e a habilidade com que defendia as suas causas na corte de Anicius Probus, o prefeito do pretório da Itália, que mais tarde lhe conseguiu, junto do Imperador Valentiniano, a nomeação de cônsul governador da província da Ligúria-Emília, com residência em Milão. O prefeito despediu-se de Santo Ambrósio com as proféticas palavras "Vai, e tem uma conduta não de juiz, mas de bispo". O seu trabalho nesta província granjeou-lhe uma grande estima por parte dos seus súbditos, numa espécie de preparação de uma grande mudança que se viria operar na sua vida, tanto que toda a província e sobretudo a cidade de Milão estava num estado de caos religioso, provocado, sobretudo, pelas intrigas da fação ariana.
A morte do bispo ariano Auxêncio, em 374, encerrou um período de tirania e violenta perseguição dos cristãos da tradição. Os bispos da província, temendo os tumultos previstos por uma consequente substituição, pediram ao imperador um substituto de Auxêncio nomeado por édito imperial. O imperador recusou, alegando que a eleição se deveria processar da forma habitual e recomendou a Santo Ambrósio que mantivesse a ordem na cidade durante este período tão delicado. Na basílica onde estava reunido o clero e o povo, Santo Ambrósio fez um discurso, em tom conciliatório, que apelava à paz e à moderação, de uma extraordinária eloquência. Interrompido pela voz de uma criança que gritou "Ambrósio, bispo", toda a assembleia repetiu estas palavras. Para seu grande espanto, foi ali mesmo aclamado bispo. Apesar de qualquer intervenção divina, Santo Ambrósio era o único candidato possível, dado agradar a cristãos pela sua crença no Credo de Niceia e aos arianos pela sua aversão às controvérsias teológicas. Apesar da sua relutância em aceitar, pela sua falta de preparação para o cargo, a sua nomeação foi confirmada pelo imperador Valentiniano. O santo acabou por aceitar e recebeu o batismo das mãos de um bispo cristão, em 7 de dezembro de 374, seguindo-se a ordenação e a consagração episcopal.
Uma da suas primeiras iniciativas foi despojar-se de todos os seus bens terrenos que deu aos pobres e à Igreja, depois de prover ao sustento da sua irmã. A dedicação do seu irmão Satírio em lhe tratar dos assuntos temporais deixou-lhe mais tempo para se dedicar aos seus deveres espirituais. Dedicou-se ao estudo das Sagradas Escrituras e a sua fama como expositor eloquente da doutrina católica correu o mundo inteiro. O seu poder de oratória valeu-lhe imensos elogios e a conversão do experimentado retórico Santo Agostinho que dizia que "Ele é um daqueles que fala a verdade e fala-a bem, judiciosamente, com precisão, beleza e poder de expressão". Como bispo da corte imperial desenvolveu uma grande atividade política, conseguindo, nos primeiros anos de Valentiniano II, evitar que fosse reerguida no Senado, a estátua da deusa Vitória; protestou, em 388, contra a exigência que o imperador Teodósio queria fazer ao bispo de Calinico de reconstruir a sinagoga destruída por monges daquele lugar e impôs grave penitência ao mesmo imperador por ter mandado massacrar a população de Tessalonica devido a uma revolta que teve lugar em 390.  Os seus discursos de Domingo atraiam multidões à Basílica e um dos seus assuntos favoritos, a importância da virgindade, foi tão bem defendido junto das jovens que as mães as proibiam de ouvir os sermões de Santo Ambrósio. O santo teve mesmo de se defender da acusação de estar a depauperar o império de habitantes dada a grande dificuldade dos jovens em encontrar mulheres para casar. Santo Ambrósio defendia que o aumento da população era diretamente proporcional ao valor dado à virgindade. Era tão estimado pelo seu povo e tão universalmente popular e bem sucedido que a herética imperatriz Justina não tivera coragem de o mandar assassinar ou exilar por medo da reação da multidão. Santo Ambrósio pregou contra o arianismo, opondo-se à imperatriz Justina quando esta assumiu a sua preferência por esta doutrina após a morte do imperador. Quase todas as obras de Santo Ambrósio são de índole eminentemente prática e têm origem nos sermões que pregou, caracterizando-se geralmente por um tom edificante ou de catequese e evitando pretensões filosóficas ou especulativas. Teve ainda o mérito de difundir no Ocidente as doutrinas dos padres gregos, em particular Orígines, Basílio, Dídimo e Atanásio, e de expor com muita clareza o dogma cristão de Éfeso e Caledónia. As suas obras dogmáticas, De fide, De Spiritu Sancto, De incarnationis dominice sacramento são muito simples. Destacam-se os seus escritos sobre a Virgem e a Eucaristia, pois é um dos primeiros padres a dar a Maria um lugar fundamental na moral e na espiritualidade cristãs, considerando-A na sua De institutione virginis como figura da Igreja e segunda Eva, um modelo de virtudes. Foi pioneiro na formulação da doutrina de transubstanciação, em De misteriis, embora sem empregar a palavra.  Santo Ambrósio teve ainda muita importância na concretização dos deveres cristãos e dos ensinamentos morais, fixando a norma do agir com mais clareza sem comparação com nenhum outro até São Tomás, com o tratado De oficiis ministrorum. Os seus escritos sobre a virgindade, De virginibus ad Marcellinam, De verginitate, e Exhortatio virginitatis foram muito influentes no Ocidente. As obras de Santo Ambrósio são preciosas para o conhecimento do culto cristão e da prática sacramental, assim como para o conhecimento dos costumes cristãos da época.
O desgosto marcou os últimos anos de vida de Santo Ambrósio quando, em 393, Valentiniano II foi assassinado na Gália quando o bispo de Milão se lhe juntava para o batizar. O usurpador Eugénio proclamou a sua decisão de restaurar o paganismo romano, mas fê-lo por pouco tempo já que imperador Teodósio derrotou o tirano em 391, tendo depois vindo a morrer em 395. Quando Santo Ambrósio ficou gravemente doente, em 397, o Conde Stilicho com medo que a sua morte implicasse a destruição do império, enviou-lhe uma embaixada implorando-lhe que rezasse a Deus para prolongar os seus dias. Após a sua morte, ocorrida numa Sexta-feira Santa, Santo Ambrósio foi enterrado na Basílica ao lado dos santos mártires Gervásio e Protásio.
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Infopédia

Dâmaso I, 11 de Dezembro


 Papa e Confessor (+ Roma, 384)

Papa da Igreja Cristã Romana (366-383) nascido na Espanha, eleito em 1º de outubro (366) como sucessor de Líbero (352-366), e foi o primeiro papa espanhol e considerado um dos maiores pontífices da Igreja de Roma. Órfão de mãe, seu pai o levou para Roma, onde recebeu uma sólida educação religiosa e científica, que o fizeram reconhecido como um dos homens mais santos e sábios do seu tempo. Era diácono da Igreja de Roma, quando acompanhou o papa Líbero ao exílio e com a morte deste, foi escolhido para substituí-lo no trono pontifício, tanto por sua sabedoria e santidade que o distinguiam, como também pelo zelo e coragem com que defendera a Igreja contra os heréticos. Para se firmar no trono manteve longa contenda contra o diácono Ursino, que ambicionava para si a dignidade papal. Porém, antes que ocorresse um cisma, a maioria dos bispos e do povo permaneceram fiel ao novo papa e convenceram o governador romano mandar o promotor das desordens e usurpador para o exílio. Durante o seu pontificado, realizaram-se vários concílios em Roma e em Constantinopla, inclusive um ecumênico (381). Colaborou com Ambrósio na ação contra os bispos arianos ocidentais. Fez traduzir do hebraico as Sagradas Escrituras, fixou o cânon bíblico e valeu-se da obra de Jerônimo para corrigir a Bíblia latina (374). Era um erudito e como um historiador, escreveu as vidas dos Papas, de Pedro a Libério. Foi autor das primeiras decretais e autorizou o canto dos Salmos em dois coros, o rito ambrosiano, instituído por Ambrósio. Além disso, empreendeu importantes escavações para encontrar as relíquias de muitos mártires, abrindo as catacumbas, nas quais mandou desentulhar galerias, fazer escadas, por clarabóias. Cuidou de construir igrejas nos locais dos túmulos, colocando inscrições que podem ser lidas ainda hoje e entregando-os à veneração dos fiéis. Construiu inúmeras igrejas, dentre as quais a basílica de San Lorenzo, denominada de Dâmaso, e introduziu o uso da palavra hebraica Aleluia. Proclamou o 2° Concílio Ecumênico de Constantinopla, onde foram condenadas as heresias de Macedônio e Apolinaris, e seus respectivos autores foram desterrados. Apesar de seu pontificado de mais dezessete anos ter coincidido com épocas bem angustiosas, todos os escritores eclesiásticos daquele tempo lhe teceram os maiores elogios, entre eles, Jerônimo, que o chamou de o doutor virginal da Igreja virginal, Teodoro, que o tratou como um homem dotado de todas as virtudes e digno de todo o louvor, e Ambrósio, que o reconheceu como um instrumento escolhido pela divina providência para o bem da Igreja de Cristo. Gozou de imenso prestígio entre os imperadores como Teodósio, Graciano e Valentiniano, que estes o reconheceram como legítimo sucessor de Pedro na Igreja de Roma e ordenaram expressamente aos súditos, que não aceitassem outro credo a não ser aquele que ele ensinava. O imperador Graciano promulgou uma lei que determinava a competência jurídica do Papa em julgar as questões que houvesse entre Bispos. O papa de número 37 morreu em em Roma, e foi sucedido por Sírico (384-399) e, canonizado tem sua festa  litúrgica em 11 de dezembro.

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Silvestre I, 31 de Dezembro


S. Silvestre I e Constantino


Papa e Confessor (+ Roma, 335)

De acordo com o "Liber pontificalis" (ed. Duchesne, I, 170), era filho de um romano chamado Rufinus; segundo a lendária “Vita beati Sylvestri” sua mãe se chamava Justa. Após a morte de Miltiades (Melchiades), Silvestre foi feito bispo de Roma e ocupou o posto por 21 anos. Era a época de Constantino, o Grande, quando a posição pública da Igreja melhorou muito, uma mudança que certamente deve ter sido bastante divulgada em Roma; consequentemente, deve-se lamentar que haja tão pouca informação oficial a respeito do pontificado de Silvestre. Uma lenda antiga coloca-o em relações próximas com o primeiro imperador cristão, mas de um modo contrário aos fatos históricos. Estas lendas foram apresentadas principalmente na "Vita beati Sylvestri" (Duchesne, loc. cit., Introd., cix sq.), que foi publicada no oriente e preservada em grego, siríaco e latim na "Constitutum Sylvestri"— um relato apócrifo de um suposto concílio romano que pertence às  falsificações de Simanco e apareceram entre 501 e 508, e também nas “Donatio Constantini”. Os relatos desses escritos sobre a perseguição sofrida por Silvestre, a cura e o batismo de Constantino, o presente do imperador ao papa, os direitos garantidos à posteridade e o concílio de 275 em Roma são totalmente lendários.  O papa, entretanto, tomou parte nas negociações a respeito do arianismo e do Concílio de Nicéia e a expressão‘omooúsion estava provavelmente acordada com ele antes do Concílio. O pontífice também enviou legados para o primeiro concílio ecumênico. Todavia, não é certo se Constantino planejou de antemão com Silvestre a respeito da efetiva convocação do concílio, nem se havia uma confirmação papal sobre os decretos além das assinaturas dos legados do papa (cf. Funk in "Kirchengesch. Abhandlungen und Untersuchungen", I, 95, 501 sq.).

Durante o pontificado de Silvestre foram construídas as grandes igrejas iniciadas em Roma por Constantino, como a basílica e o batistério de Latrão nos arredores do antigo palácio imperial onde o Papa vivia, a Basílica do palácio Sessoriano (Santa Croce), a Igreja de São Pedro no Vaticano, e diversas igrejas em cemitérios sobre os túmulos de mártires. Não há dúvida de que o papa promoveu a construção dessas igrejas. A memória de Silvestre é particularmente ligada à Igreja de Equitius, que tem esse nome por causa de um presbítero romano que, segundo é contado, erigiu esta igreja em sua propriedade. Estava situada nos arredores das termas de Diocleciano e ainda existe. Partes da construção atual podem ser datadas do século quarto. Certamente o Papa contribuiu para o desenvolvimento da liturgia da Igreja em Roma. Além disso, durante seu reinado, provavelmente, foi redigido o primeiro martirológio dos mártires romanos. Silvestre também está ligado à fundação da escola romana de canto. Na Via Salaria construiu uma igreja sobre a catacumba de Priscila, ruínas que posteriormente foram descobertas. Foi enterrado nesta igreja. No"Depositio episcoporum", ou lista dos dias de falecimento dos bispos romanos, compilada por volta de um ano após a sua morte, sua festa celebra-se no dia 31 de dezembro. A mesma data é apresentada no “calendário” de Philocalus. Portanto, esse dia é, sem dúvida, o de seu sepultamento.

Fonte:

Melquíades, 10 de Dezembro

Papa e Mártir (+ Roma, 314)


Sucessor de Santo Eusébio, Melquíades era natural de África - talvez um berbere - e assumiu o trono pontifício em Roma em 311, após o imperador Maxêncio ter exilado Eusébio para a Sicília. Durante seu pontificado, em outubro de 312 dC, Constantino derrotou Maxêncio e assumiu o controle de Roma. Constantino presenteou o papa com o Palácio laterano, que se tornou a residência papal e sede do governo cristão. Logo no início de 313 dC, Constantino e seu companheiro imperador Licínio chegaram a um acordo no Édito de Milão, indicando que eles iriam garantir a liberdade religiosa aos cristãos (e outras religiões) e restaurar as propriedades eclesiásticas. O Liber Pontificalis, compilado a partir do século V dC, atribuiu a introdução de diversos costumes posteriores à Melquìades, incluindo a abstenção do jejum às quintas e domingos, embora os estudiosos atualmente acreditem que estes costumes já existiam no tempo dele.
No século XIII dC, a festa de São Melquíades (como ele então chamado) foi criada, com a classificação incorreta de mártir, no Calendário Romano para ser celebrada em 10 de dezembro.
 Em 1969, ela foi removida deste calendário de celebrações litúrgicas obrigatórias e sua festa foi transferida para o dia de sua morte, 10 de janeiro, com seu nome modificado para Miltíades e sem a indicação de mártir. Também em 313 dC, Melquíades presidiu um Sínodo Laterano em Roma que inocentou Cecílio e condenou Donato Magno como um cismático. Ele foi então convidado para o Concílio de Arles, mas morreu antes de poder participar.

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Wikipedia

Nicolau, 06 de Dezembro

Bispo e Confessor (+ Ásia Menor, 324)

Filho de nobres, Nicolau nasceu na cidade de Patara, na Ásia Menor, na metade do século III, provavelmente no ano 250. Foi consagrado bispo de Mira, atual Turquia, quando ainda era muito jovem e desenvolveu seu apostolado também na Palestina e no Egito. Mais tarde, durante as perseguições do imperador Diocleciano, foi aprisionado até a época em que foi decretado o Edito de Constantino, sendo finalmente libertado. Segundo alguns historiadores, o bispo Nicolau esteve presente no primeiro Concílio, em Nicéia, no ano 325.
Foi venerado como santo ainda em vida, tal era a fama de taumaturgo que gozava entre o povo cristão da Ásia. Morreu no dia 6 de dezembro de 326, em Mira. Imediatamente, o local da sepultura se tornou meta de intensa peregrinação. O seu culto se difundiu antes na Ásia, e o local do seu túmulo, fora da área central de Mira, se tornou meta de peregrinação.
O documento mais antigo sobre ele foi escrito por Metódio, bispo de Constantinopla, que em 842 relatou todos os milagres atribuídos a são Nicolau de Mira. Depois, mais de sete séculos passados da sua morte, "Nicolau de Mira" se tornou "Nicolau de Bari". Em 1087, a cidade de Bari, em Puglia, na Itália, sofria a subjugação dos normandos. E Mira já estava sob domínio dos turcos muçulmanos. Setenta marinheiros italianos desembarcaram nessa cidade e se apoderaram das suas relíquias mortais, transferindo-as para Bari. O corpo de são Nicolau foi acolhido, triunfalmente, pela população de Bari, que o elegeu seu padroeiro celestial. E ele não decepcionou: por sua intercessão os prodígios e milagres ocorriam com grande freqüência. Seu culto se propagou em toda a Europa. Então, a sua festa, no dia 6 de dezembro, foi confirmada pela Igreja.
A tradição diz que os pais de Nicolau eram nobres, muito ricos e extremamente religiosos. Que era uma criança com inclinação à virtuosidade espiritual, pois nas quartas e nas sextas-feiras rejeitava o leite materno, ou seja, já praticava jejum voluntário. Quando jovem, desprezava os divertimentos e vaidades, preferindo freqüentar a igreja. Costumava fazer doações anônimas em moedas de ouro, roupas e comida às viúvas e aos pobres. Dizem que Nicolau colocava os presentes das crianças em sacos e os jogava dentro das chaminés à noite, para serem encontrados por elas pela manhã. Dessa tradição veio a sua fama de amigo das crianças. Mais tarde, ele foi incluído nos rituais natalinos no dia 25 de dezembro, ligando Nicolau ao nascimento do Menino Jesus.
Mais tarde, quando já era bispo, um pai, não tendo o dinheiro para constituir o dote de suas três filhas e poder bem casá-las, havia decidido mandá-las à prostituição. Nicolau tomou conhecimento dessa intenção, encheu três saquinhos com moedas de ouro, o dote de cada uma das jovens, para salvar-lhes a pureza. Durante três noites seguidas, foi à porta da casa daquele pai, onde deixava o dote para uma delas. Existem muitas tradições e também lendas populares que se criaram em torno deste santo, tão singelo e singular.
A sua figura bondosa e caridosa, símbolo da fraternidade cristã, mantém-se viva e impressa na memória de toda a cristandade. Agora, também na da humanidade toda, porque perpetuada através dos comerciantes nas vestes de Papai Noel nos países latinos, de Nikolaus na Alemanha e de Santa Claus nos países anglo-saxões. Mesmo sob falsas vestes, são Nicolau nos exemplifica e recorda o seu grande amor às crianças e aos pobres e a alegria em poder servi-los em nome de Deus.

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Portal São Francisco

Arquidiocese de Toledo

A Diocese de Toledo foi eregida no século I. No século IV, foi elevado à categoria de arquidiocese metropolitana. Tradicionalmente, a diocese mais importante da Espanha, Toledo é a sede do primaz da Espanha.
Com a invasão dos visigodos, e sobretudo após a nomeação de Toledo como a capital do reino, a diocese estende o seu domínio na província cartaginese com capital em Carthago Spartaria (Cartagena atual). Desde Cartagena, sede metropolitana e capital da província, permaneceu no território dominado pelos bizantinos, o rei visigodo Gundemaro promovia a celebração de um sínodo realizado em Toledo, que concedeu o título de arquidiocese metropolitana, transferindo o título desde Cartagena, com posterior aprovação do rei, pelo Decreto de 23 de outubro de 610.
Entre 400 e 702, ocorreram dezoito Concílios de Toledo, entre os quais o mais importante é o III Concílio de Toledo, no qual Recaredo I e sua corte se convertem ao cristianismo (589).
Durante a dominação árabe, a cidade de Toledo se tornou um baluarte do cristianismo e ali permaneceu a arquidiocese com sua sucessão episcopal. No século VIII, teve lugar a uma perseguição dos cristãos pelos muçulmanos remanescentes nos territórios ocupados, o que resultou em uma migração para os reinos cristãos no norte da península.
O rei Afonso VI e os cristãos reconquistaram a cidade de Toledo em 1085 restaurando o poder da arquidiocese. O primeiro arcebispo desta fase foi Bernardo de Cluny, um membro da Ordem de Cluny, que na época se espalhou por toda a Espanha. A sé episcopal era ativa na Reconquista, controlando o território conquistado e ajudando a expansão das ordens militares de Santiago, de Calatrava e Alcântara.
Durante este período, iniciou a construção da Catedral de Santa Maria, cuja obra terá a duração de dois séculos.
Após a conquista, durante o reinado dos Reis Católicos, o cardeal arcebispo Francisco Jiménez de Cisneros, inaugura a Universidade de Alcalá, cujo território pertencia à Arquidiocese, que terá um papel importante no campo político. Durante o reinado de Filipe II, a corte mudou-se para Madri, embora a cidade continue a depender eclesiásticamente de Toledo. Até 1885, seu território inclui também toda a cidade e da província de Madri, apesar de esta já há mais de dois séculos ser a nova capital do reino da Espanha. Isso ocorreu devido à forte oposição à construção de um bispado em Madrid realizadas pelos arcebispos, com medo de perder influência sobre o Rei e a Corte.
Durante o resto da Era Moderna, a cidade sofre um declínio lento. Apesar de a arquidiocese manter a posição de primazia, gradualmente perde importância em favor dos territórios e das dioceses vizinhas.
Nos últimos dois séculos, a arquidiocese ficou em situações graves. Durante a invasão napoleônica, foi demitido da arquidiocese o arcebispo e foi forçado a buscar refúgio em Sevilha. Com a Desamortização na Espanha, abre-se um conflito entre o governo e a Santa Sé, assim, a sede em Toledo permaneceu vaga por um tempo. Finalmente, a Guerra Civil Espanhola resultou na destruição de grande parte do patrimônio artístico da diocese e no assassinato de 281 sacerdotes. Após a guerra, procedeu-se à reconstrução material e espiritual. Leia na integra a História da Arquidiocese

Arquidiocese de Toledo


Fonte:

Wikipédia
http://www.architoledo.org/

Leocádia, 09 de Dezembro

Virgem e Mártir (+ Toledo, 304)

Era jovem, bela e de nobre família. Cristã fervorosa, foi presa durante a perseguição de Diocleciano. Confessou com firmeza sua fé em Jesus Cristo, foi torturada atrozmente e sem se quebrantar recebeu a palma do martírio. É padroeira da cidade de Toledo, na Espanha.

Perseguição de Diocleciano

Foi a última e talvez a mais sangrenta perseguição aos cristãos no Império Romano. Em 303, o imperador Diocleciano e seus colegas Maximiano, Galério e Constâncio emitiram uma série de éditos em que revogavam os direitos legais dos cristãos e exigiam que estes cumprissem as práticas religiosas tradicionais.Decretos posteriores dirigidos ao clero exigiam o sacrifício universal, ordenando a realização de sacrifícios às divindades romanas. A perseguição variou em intensidade nas várias regiões do império: as repressões menos violentas ocorreram na Gália e Britânia, onde se aplicou apenas o primeiro édito; enquanto que as mais violentas se deram nas províncias orientais. Embora as leis persecutórias tenham indo sendo anuladas por diversos imperadores nas épocas subsequentes, tradicionalmente o fim das perseguições aos cristãos foi marcado pelo Édito de Milão de Valério Licínio e Constantino, o Grande.

Primeiro édito

Em 23  de fevereiro de 303 Diocleciano ordenou que a igreja cristã recentemente construída em Nicomédia fosse arrasada, as escrituras queimadas e apoderou-se dos seus tesouros. O dia 23 de fevereiro era a festa da Terminália, em honra a Términus, deus das fronteiras. Os imperadores pensaram que era apropriado: seria o dia em que terminaria o cristianismo No dia seguinte Diocleciano publicou o "Édito contra os cristãos". Os objectivos principais deste édito eram, como já tinham sido durante a perseguição de Valeriano, a propriedade cristã e o clero. O decreto ordenava a destruição das escrituras cristãs, dos livros litúrgicos, e dos lugares de culto em todo o império, e ainda a proibição de fazer construções para o culto. Além disso, estavam os cristãos privados do direito de petição junto dos tribunais, tornando-os alvos potenciais de tortura judicial; Os cristãos não podiam responder às acções interpostas contra si em tribunal; Os senadores, equites, decuriões, veteranos e soldados cristãos foram privados dos seus postos, e os cidadãos imperiais foram reescravizados.
Diocleciano pediu que o édito se exercesse "sem derramamento de sangue", contra as exigências de Galério de que todos os que recusassem o sacrifício deviam ser queimados vivos. Apesar do pedido de Diocleciano, os juízes locais aplicavam muitas execuções durante a perseguição, e a pena de morte era um dos seus poderes discricionários. A recomendação de Galério — execução na fogueira — tornou-se num método comum de execução dos cristãos no Oriente. Depois de o édito ter sido publicado em Nicomédia, um homem chamado Eurius arrancou-o e rasgou-o, gritando "aqui estão os teus triunfos góticos e sármatas". Foi preso por traição, torturado e queimado vivo pouco depois, convertendo-se no primeiro mártir do édito. As medidas do édito foram conhecidas e impostas na Palestina em março ou abril (mesmo antes da Páscoa), e o édito foi usado pelos oficiais locais no Norte de África entre maio e junho. O primeiro mártir em Cesareia Marítima foi executado em 7 de junho; O édito entrou em vigor em Creta a partir de 19 de maio. O primeiro édito foi o único édito legalmente obrigatório no Ocidente.No Oriente, desenvolveu-se progressivamente legislação mais rigorosa.

Segundo, terceiro e quarto éditos

No verão de 303, seguindo uma série de rebeliões em Melitene e Síria, um segundo édito foi publicado, ordenando o arresto e encarceramento de todos os bispos e sacerdotes. Na opinião do historiador Roger Rees, não era logicamente necessário este segundo édito de Diocleciano, indicando que o primeiro édito era inconsistente, ou que não funcionava tão rapidamente quanto era preciso. Depois da publicação do segundo decreto, as prisões ficaram cheias — o sistema penitenciário subdesenvolvido da época não podia manter tantos diáconos, leitores, sacerdotes, bispos e exorcistas. Eusébio de Cesareia escreve que o decreto produziu o encarceramento de muitos sacerdotes e que os criminosos comuns ficaram muito "apertados", e tiveram de os libertar.
Antecipando o vigésimo aniversário do seu reinado em 20 de novembro de 303, Diocleciano declarou uma amnistia geral através de um terceiro édito. Qualquer membro do clero podia ser liberto, desde que concordasse em sacrificar aos deuses Diocleciano poderá ter querido uma boa imagem para a sua legislação, ou também querido abalar a comunidade cristã ao publicitar as apostasias do clero. A exigência de sacrificar era inaceitável para muitos dos aprisionados, mas os guardas obtinham por vezes consentimentos tácitos em tais práticas. Alguns acediam, outros só após serem torturados. Eusébio, no seu Mártires da Palestina, recorda o caso de um homem que após ser conduzido a um altar, completou com as mãos presas uma oferenda de sacrifício, tendo sido rapidamente solto. Outros afirmaram ter sacrificado quando nada tinham feito.
Em 304, o quarto édito ordenava que todas as pessoas, sejam homens, mulheres ou crianças, que se reunissem em lugar público e oferecessem um sacrifício colectivo. Se recusassem, seriam executados. A data precisa do édito é desconhecida,mas terá provavelmente sido emitido em janeiro ou fevereiro de 304, e foi aplicado nos Balcãs em março.O édito foi válido em Tessalónica em abril de 304, e na Palestina pouco depois. Não entrou em vigor, porém, em todos os domínios de Maximiano e Constâncio, tendo no Oriente sido aplicado até ao Édito de Milão de Constantino e Licínio, em 313.

Fonte:

Wikipédia
Lepanto

Organização Territorial da Igreja

Império Romano

Originalmente o termo diocese (em Grego: dioikesis) era um termo usado no Direito Romano para designar o território e a jurisdição de uma cidade (civitas). Esse nome também foi dado à subdivisão administrativa de algumas províncias governadas por legados (legati), sob a autoridade do governador da província. Diocleciano designada de "diocese" as doze grandes divisões no Império.

Cristianismo

O Bispo cristão geralmente residia na civitas, assim o território administrado por ele, normalmente coincidia com o território da cidade, que passou a ser conhecido eclesiasticamente por seu termo civil usual, "diocese". Inicialmente o termo usado para os grupos locais de cristãos sujeitos a um bispo era ekklesia (igreja no sentido local), e em uma data posterior, Paroikia, que significa "vizinhança", o Concílio de Niceia em 325 aplicou este termo para o território sujeito a um bispo. Esta expressão foi mantida no Oriente, onde a Concílio de Constantinopla (381) reservou a palavra diocese para o território sujeito a um patriarca. No Ocidente no século XI e XII o termo paróquia ainda era usualmente empregado para designar o território sob a jurisdição de um bispo. Por outro lado, o significado atual da palavra diocese já era empregado na África no final do século IV e depois na Espanha, no século XIII este uso finalmente tornou-se geral no Ocidente e "paróquia" passou a designar exclusivamente os setores de uma diocese administradas por um padre ou presbítero.

Circunscrição eclesiástica

As circunscrições eclesiásticas ou Igrejas católicas particulares locais têm os seguintes significados:
são divisões territoriais e administrativas cujo objectivo é organizar e tornar mais eficaz a administração da Igreja Católica são comunidades eclesiais locais, regionais ou nacionais em plena comunhão com Roma e com o Papa; São unidades locais, regionais ou nacionais na qual e da qual se constitui a Igreja Católica, chamada pelos católicos de o Corpo Místico de Cristo;
Todas estas igrejas locais são lideradas por membros do clero, que, em última instância, respondem todos ao Papa. O modelo paradigmático das circunscrições eclesiásticas é a diocese (na Igreja Latina sui juris) ou a eparquia (nas Igrejas Orientais sui juris), sendo estes subdivididos em paróquias e agrupados em províncias eclesiásticas (que são presididas por arcebispos metropolitanos). Para além das tradicionais províncias, existe também as conferências episcopais, que apareceram no séc. XX e são geralmente constituídas por todas as dioceses de um determinado país ou grupo de países.
As circunscrições eclesiásticas são diferentes às Igrejas sui juris que, embora sendo elas também Igrejas particulares, possuem um certo grau de autonomia, privilégio esse que as circunscrições eclesiásticas não têm. Mas, estas Igrejas autónomas são também, no fundo, constituídas por circunscrições eclesiásticas.

Lista:

Abadia territorial
Administração apostólica
Arquidiocese - Arquieparquia
Exarcado
Diocese - Eparquia
Ordinariado Militar ou Ordinariado Castrense
Ordinariato pessoal
Arciprestado
Paróquia
Quase-paróquia
Patriarcado
Prelazia
Prelatura pessoal
Província eclesiástica
Prefeitura apostólica
Vicariato apostólico

Wikipédia

PEREGRINAÇÃO DE ETÉRIA

Obra do séc. IV, dividida em duas grandes partes:
1. Do Mar Vermelho a Constantinopla;
2. Liturgia de Jerusalém (Basílica do Santo Sepulcro).
O texto chegou incompleto aos nossos dias, ocorrendo consideráveis lacunas no início, no meio e no fim do texto.
Ainda assim, a obra é de grande importância histórica, por descrever peregrinações a diversos lugares bíblicos, bem como a liturgia e a catequese em Jerusalém.

PEREGRINAÇÃO DE ETÉRIA


Fonte: 
ROSALVO DO VALLE
Universidade Federal Fluminense

Carta Circular da Igreja de Esmirna Sobre o Martírio de São Policarpo

A carta que a Igreja de Esmirna enviou à de Filomélio, narrando este martírio, é um
documento de meados do séc. II (156 d.C.); a mais antiga narrativa de martírio que se
conhece; transcende em importância, razão pela qual se procura evidenciar que nenhum estudo da Igreja pode ser completo sem a discussão das Atas dos primeiros mártires. Há
muito, eruditos têm confiado na monumental coleção destes Atos do literato marista Thierry Ruinart, e sua Acta primorum martyrum sincera (1689, 1801 e 1859); ao mesmo tempo, com a grande coleção de vitae e passiones dos Jesuítas em Antwerp (1643) sob a orientação do estudioso Jean Bolland, foi feito muito para estabelecer realmente os textos dos Atos. Outras mais recentes edições encontram-se debaixo deste escopo. Porém, não é muito grandiosa a tarefa de justificar a necessidade de novas edições críticas e traduções para os Atos e Relatos de Martírio, ferramentas tão necessárias a todos os estudantes do império romano e da história do cristianismo primitivo. As palavras de Hebert Mussurilo, expert desta questão, são: “Nossas pesquisas em Grego e Latim amplamente dispersas, e a existência de diferentes recensões adicionais torna delicado o surgimento de alguma edição; comentários e
traduções são esparsas ou não existem” (1972, p.v.). Não é possível embarcar em uma nova tradução sem antes chamar as palavras de Edward Gibbon. Os tempos mudaram desde que ele escreveu(...) Para ler o texto completo, clique aqui

Fonte: Elias Santos do PARAIZO JÚNIOR
Especialista pela UFPR-UMESP
espjr1996@hotmail.com

Os mártires da Igreja

Os nossos dias exigem muitas coragem para viver. Há tantos motivos de preocupação e tantas angústias, mesmo se, no fundo, é também belo viver neste tempo, tão cheio de esperanças de um futuro mais sereno e mais humano. Muitos arriscam a vida, também, para defender suas idéias e sua liberdade, e não faltam exemplos luminosos de heroísmo. O cristão é levado, igualmente, a arriscar para permanecer tal. Não será verdade, talvez, que em algumas partes da humanidade ainda existe opressão e perseguição, levando os que desejam permanecer fiéis a Cristo a viverem escondidos, como no tempo das perseguições? E, muitas vezes, quando descobertos, pagam com a vida. Mesmo onde não se chega a tanto, há sempre uma perseguição latente: és boicotado, colocam-te mil obstáculos, és ridicularizado só porque queres viver seriamente como cristão! Essa perseguição, entretanto, não é novidade. Desde quando Cristo foi colocado numa cruz, teve início uma longa história que já dura dois mil anos: a história dos mártires cristãos, que jamais conhecerá a palavra "fim". Ele disse: "Se perseguiram-me, perseguirão também a vós". É uma nota característica e perene da Igreja de Cristo: ela é Igreja de Mártires. Existem, porém, algumas páginas nessa história que merecem uma grande atenção, e são as que se referem aos mártires dos primeiros séculos da Igreja Cristã, quando o sangue foi derramado em grande abundância. É muito útil, e até necessário, voltar a essa história (mas atenção: é história verdadeira, não lenda; história documentável, não fábulas ou mitos), porque é uma história que se torna escola: nela aprenderemos a ser também intrépidos na profissão da fé e corajosos na superação das provas do nosso martírio, qualquer que ele seja (...).

  • Os mártires de Alexandria do Egito
    Os mártires da Tebaida
    Os mártires de Tiro da Fenícia
    Os mártires do Ponto
    Martírio de Santa Sinforosa e seus sete filhos
    Martírio dos Santos Ptolomeu, Lúcio e outro desconhecido
    Martírio de São Máximo
    Martírio dos Santos Silitanos
    Martírio dos cristãos de Alexandria
    Martírio de São Marino, centurião

Martírio de São Êuplio, diácono
Os quarenta Mártires de Sebástia
Martírio de São Simeão
Martírio de São Policarpo
Martírio dos santos Carpo, Papilo e Agatonice
Martírio de Santo Apolônio
Martírio de São Piônio
Mártires a não mais acabar
Martírio de São Conão
Martírio dos ascetas Xiamuna e Gurias

Fonte: OS MÀRTIRES DA IGREJA

Heresias

Um caráter prático é o objetivo desta obra: defender o "depósito da fé" contra os heréticos (sobretudo gnósticos), e expor com clareza aos fiéis o "cânon imutável da verdade". Nem preocupação científica, nem artística, mas como ele mesmo dizia: "Tu não procurarás junto a nós -que vivemos entre os celtas, e que usamos costumeiramente a bárbara língua deles -nem a arte da palavra -que nunca aprendemos -, nem o vigor do estilo -que não procuramos; mas o que, de forma simples, clara e pura, foi escrito para ti com amor, tu com amor o acolherás, e desenvolverás por ti mesmo, pois que és um dos mais capazes entre nós -a quem te demos, por assim dizer, o germen e os princípios"
(Adv. haer., I, Introdução, 3).

CONTRA AS HERESIAS - LIVRO I - INTRODUÇÃO
CONTRA AS HERESIAS - LIVRO I - PARTE I (A)
CONTRA AS HERESIAS - LIVRO I - PARTE I (B-I)
CONTRA AS HERESIAS - LIVRO I - PRÓLOGO
CONTRA AS HERESIAS - LIVRO I - PARTE II
CONTRA AS HERESIAS - LIVRO I - PARTE II (A)
CONTRA AS HERESIAS - LIVRO I - PARTE II (B)


Fonte: Santo Irineu/Veritatis

As origens do Episcopado e ministério Episcopal na Igreja primitiva

Antecedentes Pré-cristãos : a) judaico b) gentílico

O termo “bispo” vem do grego “epi” (super) e “skopos” (ver) e é, literalmente, supervisor ou superintendente ou ainda inspetor ( no latim medieval, “especulador”). Tentativas foram feitas para encontrar protótipos do “bispo” cristão nos antecedentes judaicos ou gentílico do cristianismo. Consideremos, primeiro, o antecedente judaico, no ofício do regente da sinagoga, que presidia o culto e selecionava os que tomavam parte em suas liturgias. Na versão LXX, versão grega do Antigo Testamento (Jó 20.29; Sabedoria de Salomão 1.6) como também freqüentemente em Filon, judeu helenizado de Alexandria, o termo episkopos é usado com referência a Deus, mas também em número de exemplos refere-se a “supervisor” comum, todavia, nunca a respeito das pessoas com funções litúrgicas.
Filon deu esse título uma só vez a Moisés. No primeiro livro de Macabeus o termo é aplicado aos supervisores colocados sobre os judeus por Antíoco Epifânio para implementar sua política religiosa.Mais recentemente as descobertas dos manuscritos de Qumrã perto do Mar Morto, aventaram novamente a origem judaica de tal ofício conhecido pelo termo hebraico, “mebbaqer”. O Documento de Damasco descreve tal supervisor ou inspetor de campo, que ensinou as obras de Deus aos membros da comunidade da aliança, cuidou deles como “ um pastor cuida do seu rebanho” e supervisou a admissão de novos membros, a disciplina dos transgressores e todas as transações financeiras. Semelhantemente, no Manual de Disciplina de Qumrã, a mesma espécie de ofício aparece comparável à do “mordomo” da comunidade dos essênios observado por Josefo.
Não se pode determinar com certeza se há ou não relação direta entre o supervisor dessas comunidades e o ofício do bispo na Igreja primitiva. Todavia, tudo parece indicar que o “mebaqqer” dos documentos do Mar Morto é muito mais “monárquico”do que o “episkopos” dos textos do Novo Testamento e, por essa razão, e não por outra, a conexão parece remota.Quaisquer relações possíveis com o antecedente gentílico são ainda mais remotas do que com o judaico. O termo “episkopos” é razoavelmente comum na literatura grega, nos papiros e inscrições, tanto em seu sentido geral - “supervisão” - como termo técnico para designar os oficiais civis e religiosos. Nas obras de Homero e outros depois dele o termo é aplicado aos deuses. Os filósofos estóicos fizeram o uso da expressão para descrever sua própria missão como mensageiros e arautos dos deuses.As inscrições sírias registram “episkopoi” como supervisores de edifícios, abastecimentos, cunhagem e associações cúlticas da Grécia. Nas Ilhas do Mar Egeu o termo é registrado com referência aos diretores e caixas. Deve-se dizer, em conclusão, nesta seção que a evidência pré-cristã tanto judaica quanto gentílica, embora esclarecedora, não é determinante para a compreensão da Igreja primitiva. Para ler o texto completo, clique aqui

Fonte: Rev. Cônego J. Robert Wright
Professor de História Eclesiástica
da Catedral de S.João Teólogo, Nova York.

História do diaconado (ou: figuras históricas do diaconado)

Podem-se distinguir quatro grandes épocas na história do diaconado: a Igreja pré-nicena, a Igreja sob a paz constantiniana até Gregório Magno, a Igreja a partir da alta Idade Média, a Igreja pós-Vaticano II, embora dentro de cada uma das épocas seja possível distinguir fases diferente. Em parte essa história não é do diaconado em si, mas de sua vivência e concepção na Igreja Latina, onde ele, a partir da alta Idade Média, acaba por extinguir-se como ordem autônoma, precisando ser restaurado como tal no Vaticano II, numa obra que apenas começou. Por isso, a quarta época é, em verdade, mais um desiderato que uma realidade.
Nas Escrituras cristãs 1Tm 3,8.12 é o único texto que fala seguramente dos diáconos2. A menção de Fl. 1,1 é discutível. Poderia tratar-se simplesmente dos encarregados da coleta de dons para o apóstolo ou para a Igreja de Jerusalém. Ou seriam epíscopos e diáconos as mesmas pessoas, nomeadas uma vez por título outra por função? A pergunta tem sua razão, pois Policarpo, ao escrever em meados do séc. II, sua carta aos filipenses, não sabe da existência de epíscopos na Igreja de Filipos. Os Sete de At 6,1-6 não são diáconos, embora desde a antiguidade sejam identificados como tais3. Os Padres estabeleceram essa identidade baseados na divisão de trabalho discriminada como razão da instituição dos Sete: os apóstolos entregam a eles a diaconia assistencial e reservam para si o ministério da Palavra. Para ler o texto completo, clique aqui

a) A ascensão do diaconado (séc. I-III)


b) O apogeu do diaconado (séc. IV-VI)


c) O declínio do diaconado


d) A restauração do diaconado pelo Concílio Vaticano II


Fonte: Francisco Taborda S.J.

A construção da imagem do Mártir na obra Apologeticum de Tertuliano

TERTULIANO: UMA ANÁLISE DO MARTIRIO NOS PRIMEIROS
SECULOS DO CRISTIANISMO.

O Martírio é com certeza um dos acontecimentos mais relevantes da história do cristianismo. Vários apologistas destacaram-se dentro do cristianismo, mas poucos da envergadura de Tertuliano. Este Teólogo-Filósofo-Historiador é responsável por toda uma perspectiva sobre o cristianismo que marcou indelevelmente a história do ocidente cristão. Não só no terceiro século, mas todos os pensadores cristãos posteriores são devedores, ao menos parcialmente, de sua perspicácia e capacidade analítica sobre o cristianismo e em especial a sua análise do martírio e sua função dentro da teologia cristã. Para ler o texto completo, clique aqui


Palavras- chave: Tertuliano, Cristianismo,Apologética, Martírio.


Fonte:
 Eduardo Soares de Oliveira

O Episcopado cristão no império Romano do século IV: Práticas cotidianas e ação política

O propósito deste trabalho é colocar em foco o cotidiano dos homens que constituíram o episcopado cristão no Império Romano do século IV e que se afirmaram enquanto autoridade temporal e espiritual na sociedade da época. Com este fim, abordamos a conjuntura que influenciou na construção e legitimação dos bispos como figuras centrais da Igreja e analisamos o perfil desses clérigos, suas práticas e relações.
Para tanto, utilizamos como documentação um conjunto de fontes de origem eclesiástica, como crônicas, epístolas e sermões.O bispo é, segundo Teja, a criação mais original do mundo antigo em sua etapa final e, talvez, o que melhor caracteriza a sociedade da Antiguidade tardia. Ele é uma junção de sacerdote, político, filósofo, jurista e retórico. Este perfil pode ser explicado pela origem social de um número considerável de bispos. Como membros das aristocracias urbanas, recebiam uma formação clássica, alguns possuíam riqueza familiar e, na tarefa de dirigir a sociedade do seu tempo, somavam ao status social as prerrogativas eclesiástica[1] Vários bispos estudaram retórica e exerceram funções públicas, antes, ou mesmo depois, de serem alçados à condição de clérigos. Basílio de Cesaréia e João Crisóstomo foram alunos de Libânio – um célebre retor pagão do século IV; Agostinho de Hipona foi mestre de retórica; e Ambrósio de Milão foi retor e exerceu cargo público. Eram os homens cultos das cidades e transformaram-se nos gestores da Igreja cristã. Em princípio, a eleição do bispo era uma prerrogativa do povo. Contudo, o clero local ou os bispos da província a exerceram livremente, em diversas ocasiões. A Igreja afirmava que o bispo era eleito por um juízo de Deus, que se manifestava por meio do sufrágio do povo, e que a sua posterior validação cabia à assembléia de bispos. Segundo Fox, essa concepção garantiu ao bispo uma distinção dentre os outros poderes do mundo antigo: ele assumia uma magistratura perpétua que o fazia chefe único e vitalício de sua comunidade, uma espécie de poder sagrado e monárquico, muito similar ao doImperador.[2] Para ler o texto completo, clique aqui

Fonte: Márcia Santos LEMOS UESB

Praça de São Pedro será totalmente restaurada no Vaticano



A praça de São Pedro, com a célebre colunata de Bernini, será totalmente restaurada para reencontrar o brilho do século 17, anunciou nesta sexta-feira (12) o jornal do Vaticano, "l'Osservatore Romano".
As obras, que já começaram em torno de uma parte da colunata barroca à esquerda da praça, devem durar 30 meses, para recuperar as cores e a beleza deste imenso conjunto em travertino, um tipo especial de calcário, informou ao jornal o diretor dos serviços técnicos da governadoria do Estado do Vaticano, Pier Carlo Cuscianna. Serão restauradas 376 colunas e pilastras, 140 estátuas, 1.200 metros de varandas e cornijas, as fontes gêmeas Clementina e Gregoriana, o obelisco egípcio no centro da praça, construída em 1586 por Sisto V. Até mesmo os lampadários, datando do século 19, em torno do obelisco passarão por reformas. Para "l'Osservatore Romano", a colunata é uma "criação artística de forte conteúdo alegórico, expressando o abraço ecumênico da Igreja Universal em todos os povos".
"Patrocinadores generosos" estão financiando estas obras importantes, declarou Cuscianna, sem revelar os nomes. As responsabilidades artística, científica e histórica dos trabalhos são de competência dos museus do Vaticano, dirigidos por Antonio Paolucci. Duas empresas italianas foram escolhidas para os trabalhos.

Fonte:

Folha de S Paulo

Vaticano aceita pedido de beatificação de freira mineira

A Congregação das Causas dos Santos do Vaticano aceitou o pedido para o início do processo beatificação de Madre Tereza do Coração de Maria, que fundou o Carmelo São José, em Minas Gerais. Ela morou em Três Pontas, na região sul do Estado, durante 43 anos. Agora, a religiosa, que morreu em 14 de novembro de 2005, pode se tornar beata. No carmelo que ela fundou em julho de 1962, moram 19 irmãs que vivem enclausuradas. As informações são da EPTV.
Veja os candidatos a santo no Brasil
O nome de batismo de Madre Tereza era Maria Luisa Resende Marques, que decidiu seguir a vida religiosa entrando para a Congregação das Carmelitas aos 21 anos de idade. Além dela, outros quatros religiosos estão com o processo de beatificação em andamento no sul de Minas Gerais: Monsenhor Alderije (Santa Rita de Caldas), Padre Vítor (Três Pontas), Nhá Chica (Baependi) e Irmã Carmelita Madre Maria Imaculada (Pouso Alegre).

Fonte:

Notícias Terra

O túmulo do Apóstolo São Filipe


Um arqueólogo italiano afirma ter encontrado o túmulo de São Filipe, um dos doze apóstolos de Jesus, em Pamukkale, na Turquia, onde a equipa do arqueólogo está a fazer escavações. A descoberta foi anunciada esta terça-feira através da agência turca Anatólia.

Francesco D’Andria lidera a equipa de arqueólogos na cidade de Denizli, onde se encontra a antiga cidade de Hierápolis, na região de Pamukkale. Esta é conhecida também por “cidade sagrada” e é atualmente considerada Património Mundial da Unesco, famosa pelas suas águas termais, rochas sedimentares e a pedra calcária branca que lhe dá o epíteto de “castelo de algodão”.

O arqueólogo comunicou à agência Anatólia que durante as escavações foi encontrado um túmulo onde tinha gravado o nome de São Filipe, nome este que é mencionado na Biblia como sendo um dos doze apóstolos de Jesus.

Os arqueólogos estão já “há vários anos a trabalhar em escavações para encontrar o túmulo desta figura bíblica, e finalmente conseguiram encontrar o monumento, enquanto escavavam nas ruínas de uma igreja da antiga cidade de Hierápolis”, sublinhou Francesco D’Andria à agência noticiosa.

D’Andria disse ainda que a estrutura e as escrituras no túmulo, são prova que pertenceu ao apóstolo São Filipe, que é reconhecido como um dos mártires na história do Cristianismo. Os arqueólogos não anunciaram para quando será a abertura do túmulo sagrado.

O arqueólogo italiano referiu ainda que o “túmulo é um grande desenvolvimento no mundo da arqueologia e do Cristianismo”. É esperado que aquela região oeste da Turquia, Pamukkale se torne um dos lugares de peregrinação no mapa cristão.

São Filipe venerado  por várias religiões

São Filipe é originário da Galileia, atual Israel, e foi um dos discípulos de Jesus, tendo viajado para evangelizar as regiões da Ásia Menor. Segundo documentos e testemunhos históricos, o apóstolo terá morrido lapidado e crucificado pelos romanos na antiga cidade de Hierápolis, nos anos 80 d.c..

Após a sua morte, um túmulo octogonal, intitulado “O Martírio”, foi edificado em sua memória naquela cidade. Nos dias de hoje, São Filipe é venerado tanto por católicos, evangélicos, anglicanos, ortodoxos, coptas e arménios.

Fonte:

Boas Notícias

EDITH STEIN: MÁRTIR DO NAZISMO


A Igreja celebra, nesta terça-feira, a festa litúrgica de Santa Teresa Benedita da Cruz, no século, Edith Stein, co-padroeira da Europa. Filósofa judia alemã converteu-se ao cristianismo em 1921, após ter lido a autobiografia de Santa Teresa d'Avlia. Morreu em 1942 em Auschwitz, junto à irmã Rosa.

Mais vezes Bento XVI deteve-se, em suas catequeses, sobre essa extraordinária figura de mártir. Foram comoventes as palavras que o Papa pronunciou sobre a co-padroeira da Europa, por ocasião da visita ao campo de concentração nazista de Auschwitz, em maio de 2006.

No "horror da noite" da II Guerra Mundial, jamais perdeu de vista "a esperança, o Deus da vida e do amor". Edith Stein é uma mártir do nosso tempo, ressalta Bento XVI. Mártir porque seguiu o Senhor até o fim, e assim venceu o ódio e a violência.

Edith Stein, refugiada num convento carmelita na Holanda, teve a possibilidade de fugir da fúria nazista, mas não quis trair o seu povo: mesmo convertida ao catolicismo, sentiu-se filha de Israel e quis partilhar o seu destino até o fim.

Por isso, na memorável e comovente visita a Auschwitz, o Papa, filho da Alemanha, se deteve, justamente, sobre o testemunho de Edith Stein:

"Como cristã e judia, ela aceitou morrer junto com o seu povo e por ele. Os alemães, que então foram trazidos a Auschwitz-Birkenau e aqui morreram, eram vistos como o opróbrio da nação. Agora, porém, nós os reconhecemos com gratidão como as testemunhas da verdade e do bem, que também em nosso povo não haviam desaparecido. Agradecemos a essas pessoas porque não se submeteram ao poder do mal e agora se encontram diante de nós como luzes numa noite escura." (Auschwitz, 28 de maio de 2006)

Como filósofa, aluna de Husserl, Edith Stein sempre esteve em busca da verdade. E a encontrou na Cruz e compreendeu que a verdade é uma Pessoa: Jesus Cristo. Somente tomando a Cruz podemos acolher a vontade do Senhor, mesmo diante dos sofrimentos mais terríveis – foi o seu ensinamento. "Quanto mais se faz trevas em torno a nós – dizia Edith Stein –, mais devemos abrir o coração à luz que vem do alto":

"A santa carmelita Edith Stein testemunhou-nos isso num tempo de perseguição. Assim escrevia do Carmelo de Colônia, em 1938: "Hoje entendo... o que significa ser esposa do Senhor no sinal da cruz, embora jamais se possa compreender isso totalmente, vez que é um mistério..." (Angelus, 20 de junho de 2010)

Edith Stein, como São Maximiliano Maria Kolbe – também ele vítima do horror nazista –, revelam-nos qual é a lógica do martírio: a morte de Jesus, o "seu sacrifício supremo de amor":

"É a lógica do grão de trigo que morre para germinar e dar vida (cfr. Jo 12,24). Jesus é o grão de trigo vindo de Deus, o grão de trigo divino, que se deixa cair na terra, que perece, que morre e, justamente por isso, se abre e assim pode dar fruto na vastidão do mundo." (Audiência Geral, 11 de agosto de 2011)

"Se lermos a vida dos mártires – observou o Papa, justamente pensando em figuras como Edith Stein e Maximiliano Maria Kolbe – ficaremos surpresos com a serenidade e a coragem deles ao enfrentar o sofrimento e a morte." A graça de Deus "não suprime ou sufoca a liberdade de quem enfrenta o martírio, mas, pelo contrário, a enriquece e a exalta" – reitera Bento XVI:

"O mártir é uma pessoa sumamente livre, livre em relação aos poderes do mundo. Uma pessoa livre que num único ato definitivo doa a Deus toda a sua vida, e num supremo ato de fé, de esperança e de caridade, se abandona nas mãos de seu Criador e Redentor; sacrifica a sua vida para ser associado num modo total ao Sacrifício de Cristo na Cruz. Numa palavra: o martírio é um grande ato de amor em resposta ao imenso amor de Deus." (Audiência Geral, 11 de agosto de 2010) (RL)
Fonte:

Rádio Vaticano

Igrejas Ortodoxas

Patriarcado Ecumênico de Constantinopla 

 Site Oficial, em grego e inglês
 Arquidiocese Grega Ortodoxa de Buenos Aires e América do Sul
 Arquidiocese Grega Ortodoxa dos EUA
 Metropolinato Grego Ortodoxo do Canadá
 Igreja Ortodoxa Grega na Austrália
 Metropolitanato Ortodoxo de Hong Kong do Sul e Oeste da Ásia 
 Igreja Ortodoxa Ucraniana nos EUA
 Igreja Ortodoxa Ucraniana no Canadá
 Diocese Cárpato-Russa Ortodoxa
 Patriarcado de Alexandria e de toda a África

 Diretório das Igrejas Cristãs Ortodoxas na África do Sul
 Site oficial do Patriarcado Ortodoxo Grego de Alexandria e Toda África
 Patriarcado de Antioquia e Todo o Oriente
 Patriarcado de Antioquia e Todo o Oriente
 Arequidiocese Ortodoxa Antioquina da América do Norte
 Arquidiocese Antioquena do Brasil
 Arquidiocese Antioquena de Buenos Aires e Toda República da Argentina
 Paróquia Ortodoxa Antioquina da Ssma. Virgem em Santiago - Chile
 Arcebispado Ortodoxo Antioquino do Reino Unido e Irlanda
 Patriarcado de Jerusalém

 Patriarcado Ortodoxo Grego de Jerusalém
 Patriarcado de Moscou e de toda a Rússia
 Patriarcado Ortodoxo de Moscou e Toda a Rússia
 Igreja Ortodoxa Russa Santa Zenaide - Rio de Janeiro, Brasil 
 A Igreja Ortodoxa Russa no Alaska
 Diocese de Austrália e Nova Zelândia (ROCOR)

 Patriarcado da Sérvia

 Igreja Ortodoxa da Sérvia
 Diocese Ortodoxa Sérvia do Canadá
 Igreja Ortodoxa Sérvia na Espanha
 Diocese Sérvia do Leste da América (Vicariato no Brasil)

Patriarcado da Romênia

 Igreja Ortodoxa da Romênia
 Basílica - Serviço de Imprensa do Patriarcado da Romênia
 Patriarcado da Bulgária
 Web site oficial da Igreja Ortodoxa da Bulgária
 Patriarcado da Geórgia 

 Web site oficial da Igreja Ortodoxa da Geórgia
 Diocese na Europa Ocidental - Paróquia de São Jorge - Londres
 Igreja da Grécia
 ECCLESIA Web site oficial da Igreja Ortodoxa da Grécia 
 Igreja de chipre
 
 Web site oficial da Igreja Ortodoxa de Chipre

 Igreja de Monte Sinai 

 Web site do Monastério de Santa Catarina de Alexandria - Monte Sinai
 Igreja da Albânia 

 Web site oficial da Igreja Ortodoxa da Albânia
 Igreja da Polônia 

 Web site oficial da Igreja Ortodoxa Autocéfala da Polônia
 Blog do Revdo. Pe. Marcos da Igreja Ortodoxa Autocéfala da Polônia - Diocese do Rio de Janeiro e Olinda-Recife. 

Igreja das Repúblicas Tcheco e Eslováquia
 
 Web site da Igreja Ortodoxa das Repúblicas Tcheco e Eslováquia
 Igreja da Finlândia 

 Web site oficial da Igreja Ortodoxa da Finlândia
 Igreja da Estônia
 
 Web site da Igreja Ortodoxa da Estônia
 Igreja Ortodoxa na América - OCA 
 Web site oficial da Igreja Ortodoxa na América (OCA) 
Fonte:

Ecclesia

A Divina Liturgia de São João Crisóstomo



  I– Preparação do Sacerdote 
  II– A Proskomídia 

  I– Ritos Iniciais 
  II– Prelúdio 
  III– Pequena Entrada 
  IV– Liturgia da Palavra 
  V– Preces por toda a Igreja 

  I– Orações pelos Fiéis 
  II– A Grande Entrada 
  III– Rito dos Santos Dons
  IV– Abraço da Paz 
  V– Símbolo da Fé
  VI– Anáfora 
  VII– Ação de Graças
  VIII– Preces de Intercessão pelos Santos
  IX– Preparação para a Comunhão 
  X– Ritos de Comunhão
  XI– Ação de Graças 
  XII– Ritos Finais 
  XIII– Distribuição do Antídoron 

Fonte:

Ecclesia

Rito Ortodoxo: Explicação da Divina Liturgia

"Liturgia", termo já incorporado à língua portuguesa, é palavra de origem grega, e significa, de forma mais literal, "serviço prestado ao povo" ou "serviço prestado para o bem comum", e poderia ser entendida, modernamente, como "ação geral".
De termo estritamente civil, passou, com o decorrer dos tempos, à terminologia própria da Igreja Cristã, vindo a designar, no Oriente cristão, especialmente a celebração da Santa Missa, daí, para nós, a celebração da Eucaristia ser a Liturgia por excelência, ou melhor, a Divina Liturgia. De celebrações mais simples em seus primórdios, nos tempos apostólicos, a forma da celebração foi, aos poucos, se desenvolvendo, até atingir o ápice no Império Bizantino, com a liberdade de culto que a Igreja passou a ter inicialmente (no ano 313), e, posteriormente, como a liturgia da Igreja oficial do império (ano 380), período em que sofreu influência da corte bizantina. E foi essa liturgia da capital imperial, Constantinopla, que, num processo de unificação, passou a ser praticada em todas as Igrejas do império.
Tal Liturgia, com fórmula sistematizada, foi obra de São Basílio, o Grande (329-379) Arcebispo de Cesaréia da Capadócia, que fez um trabalho de revisão da liturgia celebrada em Jerusalém e Antioquia, creditada ao apóstolo São Tiago.
Essa Liturgia de São Basílio foi, depois, revisada e abreviada, especialmente nas orações feitas em particular pelos Sacerdotes, por São João "Crisóstomo" ("boca de ouro" - 347-407), Arcebispo de Constantinopla, daí ser conhecida, até nossos dias, como "A Divina Liturgia de São João Crisóstomo".
Foi essa Liturgia de Constantinopla, ou bizantina, como é mais conhecida (Bizâncio era o primitivo nome de Constantinopla), com seus ulteriores desenvolvimentos e acréscimos, adotada pelo conjunto das Igrejas Ortodoxas, que, sem mudanças substanciais, chegou até nós, como parte de todo um tesouro de fé.
Conservamos, outrossim, também, a Liturgia de São Basílio, celebrada dez vezes ao ano, nas seguintes ocasiões: na festa de São Basílio (1º de janeiro), nos domingos da Quaresma (mas não no Domingo de Ramos), nas vésperas do Natal e Epifania, na Quinta-feira Santa e no Sábado Santo. Há, ainda, na Ortodoxa, a Liturgia dos Pré-Santificados ou dos Dons Pré-Santificados, atribuída a São Gregório "Diálogo" (540-604), Bispo de Roma, que é um rito de comunhão para as quartas-feiras e sextas-feiras da Quaresma, assim chamada por não haver nela a oração de santificação (consagração) das ofertas ou dons, e se dar a comunhão aos fiéis com os dons pré-santificados, ou seja, santificados na Divina Liturgia do domingo precedente.

Divisões da Divina Liturgia

I- Preparação, Prótese ou Proscomidia, ou seja, a preparação das oferendas (pão e vinho) ou matéria do Sacrifício Eucarístico, feita pelos Sacerdotes durante a oração do Orthros (Matinas), a qual se encerra com a Grande Doxologia; antes que se cante "Bendito seja o Reino do Pai...");
II- Liturgia dos Catecúmenos ou Liturgia da Palavra, único parte da celebração eucarística da qual, nos primórdios da Igreja, os que se preparavam para receber o Santo Batismo (catecúmenos) podiam participar; vai da invocação da Santíssima Trindade ("Bendito seja o Reino do Pai...") até a leitura do Santo Evangelho, e o sermão, que se fazia, então, logo após a leitura do Evangelho;
III- Liturgia dos Fiéis ou Liturgia Eucarística, da qual só os já batizados participavam. Esta parte compreende desde o Hino Querúbico até o final da Santa Missa.
Devemos nos lembrar que a Divina Liturgia, antes de mais nada e acima de tudo, é a celebração da Eucaristia: memorial, ação de graças e sacrifício, revivendo os mistérios da Redenção, e que esta é uma celebração instituída e ordenada pelo próprio Senhor Jesus Cristo na Santa Ceia, a última Ceia, segundo suas palavras: "Tomai, comei, isto é o meu corpo... Bebei dele todos, pois este é o meu sangue da nova aliança...Fazei isto em memória de mim."
A Divina Liturgia, em seus diversos momentos de celebração de Cristo e do dom de sua própria vida em favor de todos, culminando com sua gloriosa Ressurreição, nos faz rememorar a vida do Salvador. Desta forma, podemos dividi-la em quatro partes:
A primeira, da Preparação à Procissão do Evangelho, que nos apresenta a vida "oculta" de Cristo, até seu Batismo no rio Jordão;
A segunda, da Procissão do Evangelho à Procissão das Oferendas, apresentando-nos a vida pública do Senhor, que se iniciou a partir do Batismo;
A terceira, da Procissão das Oferendas à Comunhão, que nos apresenta a "vida padecente" de Jesus, ou seja, sua Paixão e morte;
E a quarta, da Comunhão ao final da Liturgia, a nos apresentar a "vida glorioso" de Cristo, a partir de sua Ressurreição.
Não podemos esquecer que a experiência da vida litúrgica é também fonte da doutrina cristã. Na Divina Liturgia as Sagradas Escrituras e a Santa Tradição são vivificadas e apreendidas por aqueles que, de forma ativa e consciente, dela participam. Nossos textos litúrgicos - hinos, orações, benções, etc. - revelam a doutrina cristã, com os ensinamentos bíblicos e patrísticos, especialmente como os entende a Igreja Ortodoxa, tal como transmitidos pelos Santos Padres e Doutores da Igreja, durante os séculos de história do Cristianismo.

Fonte:

Igreja Ortodoxa São Nicolau

Rito bizantino

litúrgicos de Antioquia e Jerusalém, complementada pelo luxo da igreja e corte imperiais. Possui quatro ordinários para a celebração eucarística, conhecida como Divina Liturgia: Divina Liturgia de São João Crisóstomo, Divina Liturgia de São Basílio, Divina Liturgia de São Gregório Nazianzeno dos Dons Pré-Santificados e Divina Liturgia de São Tiago.
É usado na maioria das Igrejas Ortodoxas e nas seguintes igrejas católicas orientais:

Igreja Católica Ítalo-Albanesa

Igreja Católica Bizantina Macedônia

Igreja Greco-Católica Romena unida com Roma

Igreja Católica Russa

Igreja Católica Rutena

Igreja Greco-Católica Eslovaca

Igreja Greco-Católica Ucraniana

Fonte:

Wipédia

Basílio Magno, 2 de Janeiro


Bispos, Confessores e Doutores da Igreja (+ 379 e + 390)

São  Basílio, este grande  doutor da Igreja, nasceu  em 330, na cidade de Cesaréia, na Capadócia,  como o mais velho de quatro irmãos, dos quais três alcançaram a  dignidade episcopal.  De cinco irmãs, a mais velha, Macrina, dedicou a sua vida a  Deus. 
                                                         Os pais do nosso Santo, Basílio e  Emélia, eram ricos  e  gozavam  de grande estima. Criança ainda,  Basílio foi acometido de grave doença,  da qual a  oração do pai maravilhosamente o curou. Entregue aos cuidados de sua avó, Macrina,  recebeu Basílio as  primeiras  instruções na prática cristã.  Mais tarde, começou os estudos em Cesaréia, contemplando o curso em Constantinopla onde se ligou a São Gregório Nazianzeno em íntima amizade.   Quando voltou a Cesaréia, estava morto já o pai.  O exemplo e  as  palavras animadoras da  avó Macrina, confirmaram-lhe o desejo de abandonar o mundo e levar uma vida de penitência e abnegação.  Neste intuito,  visitou diversos  eremitas no Egito, Síria, Palestina e Mesopotâmia, voltando para cesaréia com disposição ainda maior de  realizar esse plano.  O bispo Diânio, conferiu-lhe o leitorado.  Diânio, embora fiel à Religião Católica, por umas  declarações feitas nos concílios de Antioquia e Sárdica,  fez com que a ortodoxia fosse posta em dúvida.  Basílio, profundamente entristecido com esse  fato e para não se expor  e perder a  fé, com grande pesar  se separou do bispo,  a  quem dedicava grande amizade, e  dirigiu-se para Ponto, onde a  santa mãe e uma irmã tinham fundado um convento para donzelas cristãs. 
                                                         Basílio, imitando o exemplo, tornou-se fundador  de um convento para homens, cuja direção foi, mais tarde, entregue a  seu irmão, São Pedro de Sebaste. A essas duas fundações, seguiram-se outras e cresceu consideravelmente o número de conventos no Ponto.  Foi nesta época, em que Basílio escreveu obras belíssimas sobre a vida religiosa,  compôs a regra da vida monástica, que até hoje é observada pelos monges da Igreja Oriental. 
                                                         São Basílio assim se  tornou o pai do monaquismo na Igreja Oriental. 
                                                         A vida de São Basílio era regida por uma austeridade, que causava admiração a  todos.  Ele,  fundador da Ordem, era a regra viva, dando a todos os religiosos o exemplo de todas as virtudes monásticas.  Era tão magro que parecia só pele e osso.  Aos 49 anos já era velho.  Entretanto,  fraco de  corpo, era  um herói  de  espírito. 
                                                         O bispo Diânio, estando gravemente enfermo, mandou chamar para perto de si o santo amigo.  Sucedeu-lhe no bispado Eusébio, de  quem  Basílio  recebeu o presbiterato, com a  ordem de pregar.  Basílio continuou a  vida austera, como se estivesse no meio dos confrades.  Como, porém,  a  fama  de santIdade e  sabedoria do santo servo de Deus, começasse a incomodar e irritar ao bispo Eusébio,  Basílio retirou-se  para a solidão.  Não podiam ficar desapercebidos os sentimentos rancorosos de  Eusébio, o qual, intimado pelas  reclamações e ameaças do povo, tratou de  reabilitar o suposto êmulo.  A insistente propaganda do Arianismo, a calamidade pública, provocada  por uma grande carestia,  a direção de diversos conventos de ambos os sexos, tornaram necessária e imprescindível a  presença de Basílio em  Cesaréia.
                                                         Os serviços que naquela ocasião prestou à população,  quer como pregador,  quer como confessor e  esmoler,  foram tantos que o próprio bispo, de desafeto que era, se lhe tornou um dedicado amigo e nada fazia, sem antes se  aconselhar com Basílio. 
                                                         Eusébio morreu em 370 e teve por sucessor Basílio, o qual,  como  arcebispo de Cesaréia, veio a ser um astro luminoso da  Igreja Oriental.  Cumpridor dos deveres episcopais, modelo exemplaríssimo em todas as virtudes, era Basílio um baluarte fortíssimo do catolicismo contra os contínuos e  rudes ataques da heresia ariana, cujos defensores mais ardentes e poderosos se  achavam nas imediações do imperador Valente, o qual,  por sua vez,  era  adepto fanático da seita.  Valente não podia de bons olhos,  observar o desenvolvimento grandioso que a  arquidiocese de Cesaréia tomava, sob a direção do  santo pastor.  Uma comissão imperial, chefiada pelo valente capitão Modesto, seguiu com ordens especiais para Cesaréia, para por um paradeiro à atividade  apostólica de Basílio.
                                                         O êxito dessa missão foi tão humilhante para os emissários, que maior não podia ser.  Com todas as instruções de que eram portadores, com todas as  lisonjas e ameaças, com todas as  argumentações sutis e  sofísticas,  não puderam impedir  que o espírito, a inteligência, a coragem e  a  intrepidez do santo arcebispo,  se  mostrassem de  uma superioridade admirável. Em três audiências, para as  quais  convidaram Basílio, este respondeu com tanta mansidão, clareza e energia, que no relatório que apresentaram ao imperador, confessaram redondamente a derrota. 
                                                          Valente, em conseqüência desse fracasso, não mais importunou os  católicos.  Por ocasião da festa da Epifania foi ele mesmo a Cesaréia assistir ao Santo Sacrifício celebrado por Basílio.  Tão admirado ficou da majestade e  esplendor da  santa função que,  embora não se atrevesse  a  receber a Santa Comunhão  das mãos do arcebispo,  foi com os fiéis fazer oferenda, a qual,  aceita por Basílio que, por motivos  de prudência, julgou conveniente dispensar, por esta vez,  o rigor das leis  disciplinares da Igreja.  Valente caiu em si e  começou a tratar os católicos com mais clemência e  tolerância. 
                                                         Não estavam  com isto de  acordo alguns palacianos,  os quais  lançando mão de todos os  meios,  conseguiram, por fim,  um decreto que ordenava a expatriação de Basílio.  No dia em que devia ser executada a  iníqua  sentença, caiu gravemente enfermo o único filho do imperador, e no estado de saúde da imperatriz se deram manifestações alarmantes de perturbações sérias.  Entre dores e desesperos, dizia  ela ao imperador que não havia dúvida tratar-se de  um justo castigo de  Deus. 
                                                         Basílio foi reabilitado e com grandes honras  recebido no palácio imperial.  Valente prometeu ao arcebispo a  educação do príncipe herdeiro na religião Católica, se lhe alcançasse Deus o restabelecimento do mesmo.  De fato, o príncipe sarou, mas o imperador, não cumprindo depois a palavra, teve o desgosto de  perder o filho.  Recomeçaram, então,  as  maquinações  contra Basílio.  Estava lavrada a ata, que ordenava o exílio do arcebispo.  Três vezes, o imperador se dispôs a  dar-lhe assinatura e três vezes, quebrou-se-lhe a pena. Assustado com este fato, Valente tomou do papel e, com a mão trêmula,  rasgou o documento. Nunca mais se abriu campanha contra o santo.
                                                         Modesto fez as pazes  com Basílio.  Um outro oficial, Eusébio,  que tinha dado ordem de prisão ao bispo,  retirou-a diante da atitude ameaçadora do povo, em defesa de seu pastor. 
                                                         À tempestade, seguiu a bonança.  Basílio pôde com tranqüilidade e paz, dedicar-se aos trabalho do apostolado.  O ano de 379 trouxe-lhe a recompensa do céu.  As últimas palavras que disse, foram:  “Senhor, em vossas  mãos restituo minha alma”.  Morreu com 49 anos de idade.  Figura entre os quatro grandes doutores da Igreja do Oriente. 

Fonte:

Aonde vais, Igreja? Leitura das novas Diretrizes Gerais da CNBB

No início da Via Appia Antica, na saída de Roma, se encontra a pequena Igreja Quo vadis, Domine ("Aonde vais, Senhor?”). Ela lembra a lenda de uma fuga e a história de uma perseguição. Segundo a lenda, o apóstolo Pedro teria fugido das perseguições do imperador Nero (54-68) e se encontrou, no perímetro da Quo-vadis-Domine, com Jesus ressuscitado. À pergunta de Pedro "Aonde vais, Senhor?”, Jesus teria respondido "vou a Roma para ser novamente crucificado”. Neste exato momento, em que o afrouxamento do espírito de pertença à Igreja Católica aponta a diferentes razões de fuga, a CNBB procurou em suas "Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil, 2011-2015” (DGAE 2011) responder à pergunta: "Aonde vais, Igreja?”
1. Do objetivo geral
Para nossa reflexão sobre caminhar histórico e direção contemporânea da Igreja no Brasil pode ser fecundo comparar o objetivo da XVII Assembleia Geral da CNBB, de abril de 1979, com os objetivos das DGAE de 2008 e de 2011. O Objetivo geral de 1979 rezava:
1979Evangelizara sociedade brasileira em transformação,
a partir da opção pelos pobres,
pela libertação integral do homem,
numa crescente participação e comunhão,
visando à construção de uma sociedade fraterna,
anunciando assim o Reino definitivo.
Se colocarmos o novo Objetivo geral das Diretrizes de 2011 ao lado do Objetivo de 2008 e compararmos ambos com o de 1979, temos uma informação "objetiva” sobre mudanças significativas e continuidades a longo e curto prazo. Nos Objetivos de 2008 e 2011, com ênfase no discipulado missionário, percebe-se a influência de novos setores e movimentos. Estes, nos últimos anos, ganharam força na Igreja Católica, influenciaram fortemente o evento de Aparecida (2007) e se sintonizaram mais com o discurso universal, genericamente romano, do que com os contextos geográficos, onde deveriam estar enraizados: Tabela

A continuidade verbal das DGAE está na própria evangelização, na opção pelos pobres e no anúncio do Reino de Deus e da Vida. As mudanças significativas que se percebem nos Objetivos gerais de 2011 se encontram em seu cunho nitidamente introvertido. A Igreja das Diretrizes gira em torno de si mesma e perdeu, aparentemente, o horizonte da "libertação integral do homem” (1979) e da "construção de uma sociedade justa e solidária” (2008) de outros tempos. As palavras-chave, na ordem das Diretrizes de 2011 são: evangelizar, Jesus Cristo, Espírito Santo, Igreja discípula, missionária e profética (sem respaldo significativo no próprio texto das Diretrizes), Palavra de Deus, Eucaristia, (finalmente!) a opção preferencial pelos pobres, vida e Reino.
Há uma divergência sobre o ponto de partida para a evangelização: evangelizar "a partir da opção pelos pobres” (1979) ou evangelizar "a partir de Jesus Cristo” (2011) que alguns bispos consideram uma tautologia. Evangelizar a partir da realidade social ou da revelação e doutrina? O "a partir de” pode apontar para um ponto de partida geográfico-social ("a partir do lugar dos pobres”) ou para uma fonte doutrinal ("a partir de Jesus Cristo”). Não devemos confundir "lugar” com "fonte”. Para definir o uso da fonte doutrinal, precisa-se dizer antes a partir de que lugar sociogeográfico se faz uso daquela fonte. A fonte é um instrumento a serviço da causa dos pobres. "Fonte” e "lugar” apontam para níveis diferentes. Uma solução atenuante se oferece através da aproximação de Jesus Cristo aos pobres, portanto, da "fonte” ao "lugar”, como está implícito no "julgamento das nações”, de Mt 25,31-46.
O Objetivo geral das DGAE 2011 aponta para essa discussão de fundo, que é uma discussão semântica e metodológica. Ela procura esclarecer o conceito de realidade e versa sobre a aceitação da metodologia do ver, julgar, agir e da precedência do "lugar social” ante a "fonte doutrinal”.
2. Da realidade
Na 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, em Aparecida (2007), o papa Bento XVI assumiu essa questão e tranquilizou o ambiente, dando, aparentemente, razão a gregos e a troianos. Deve-se, antes de tudo, saber que a metodologia do ver-julgar-agir não é uma invenção da Teologia da Libertação. Trata-se de uma herança da Juventude Operária Católica (JOC), da Bélgica, assumida pelo papa João XXIII, em sua Carta Encíclica Mater et Magistra, de 1961 (MM 236). Por conseguinte, Bento XVI, em Aparecida, não teve mais a possibilidade de rejeitar a metodologia do ver, julgar, agir, mas introduziu nela acréscimos significativos.
A análise da realidade, em documentos eclesiais latino-americanos, está muito ligada ao lugar da "opção preferencial pelos pobres”. No Objetivo geral das DGAE 2011, a opção preferencial pelos pobres está no último lugar possível e seu conteúdo fica aquém da proposta de Aparecida que deu um novo peso a essa opção explicando o significado do "preferencial”, nas DGAE apenas formalmente citada (69): "Que seja preferencial implica que deva atravessar todas as nossas estruturas e prioridades pastorais” (DAp 396).
A opção pelos pobres e pelos "outros” nos coloca em meio a conflitos centrais da humanidade, conflitos que exigem discernimentos e "análise da realidade”. Discernir quer dizer distinguir entre diferentes níveis dessa realidade. Nas Diretrizes de 2011, essa realidade é descrita com certo pessimismo. As "marcas de nosso tempo”, segundo as Diretrizes, são transformações profundas. Em tempos desnorteadores (20) perdemos valores, referenciais e critérios. Tudo isso produz: relativismo, fundamentalismo, laicismo militante contra a Igreja, irracionalidade midiática, amoralismo generalizado (20). Somos dominados por leis do mercado, lucro, bens materiais, hedonismo, sucesso pessoal, individualismo. As Diretrizes acrescentam ainda como "marcas de nosso tempo”: corrupção, violência, narcotráfico, emocionalismo, sentimentalismo, utilitarismo (21 e 22).
O tópico dos "sinais dos tempos”, as Diretrizes mencionam duas vezes (24, 140), sem apontar para seu conteúdo. Quais são esses sinais dos tempos? Qual é seu significado? De fato, a Igreja das Diretrizes não soube nomear os sinais do tempo de hoje. Preocupações internas dificultam a percepção daquilo que Deus nos quer dizer através do mundo. Essa incapacidade de ver Deus atuar fora da Igreja nos faz lembrar a gigantesca coragem de João XXIII que, em sua Carta Encíclica Pacem in Terris (1963), soube ler os "fenômenos [que] caracterizam a nossa época” como "sinais dos tempos”: a emancipação da classe operária, das mulheres e dos países colonizados (cf. PT 39ss), o reconhecimento crescente dos "laços comuns da natureza” que unem a humanidade (PT 126-129) e a Declaração Universal dos Direitos do Homem (PT 142ss).
Em seu Discurso Inaugural (DI) da Conferência de Aparecida, Bento XVI sublinhou a base cristológica da opção pelos pobres. Repetidas vezes o DAp cita essa parte do DI (148, 392, 405, 505). A articulação cristológica e, em sua consequência, trinitária da opção pelos pobres faz dessa opção, e de seus desdobramentos concretos, não só imperativos pastorais irrevogáveis, mas premissa da teologia latino-americana e de sua análise da realidade. Isso nos permite escutar as perguntas de Bento XVI sobre a realidade em geral, a partir da nossa realidade latino-americana e caribenha: "O que é esta `realidade´? O que é o real? São `realidade´ só os bens materiais, os problemas sociais, econômicos e políticos?” Os sistemas marxistas e capitalistas "falsificam o conceito de realidade com a amputação da realidade fundante, e por isso decisiva, que é Deus”. E o papa continua: "Só quem reconhece Deus, conhece a realidade e pode responder a ela de modo adequado e realmente humano”.
Pelo bem da verdade temos que acrescentar que não só sistemas ateístas, mas também religiões e, inclusive o cristianismo, podem responder inadequadamente aos reclamos da realidade. Em seguida temos de admitir que nessa visão da realidade se trata de uma mescla de dois níveis de realidade, de uma teológica sobreposta a uma sociológica.
Entretanto, é possível, numa teologia contextual articular os dois níveis da realidade, nos termos cristológicos de Calcedônia, sem confusão (inconfuse) e sem separação (indivise). O Cristo da fé assumiu como Jesus de Nazaré a cruz, que nos protege "da fuga para o intimismo”, como disse o papa, e de interpretações ideológicas da realidade. A análise da realidade com a premissa da opção pelos pobres, que significa "ver Deus nos rostos dos pobres”, não permite o abandono da realidade sociológica nem a sua redução aos grandes problemas econômicos, sociais e políticos. Mas, igualmente, não permite voltar a um Credo desencarnado ou a um Pai-Nosso sem pensar o "pão nosso” de toda a humanidade.
O prefixo de uma cristologia gloriosa em documentos oficiais recentes da Igreja, quase paralelo à realidade das vítimas dos sistemas e dos crucificados da história, se torna repetitivo, cansativo e distante do povo de Deus. Esse povo de Deus que, provavelmente, não se reconhece nas Diretrizes, ama Jesus e se reconhece, sobretudo, em Jesus crucificado. A Igreja precisa reaprender a falar de Jesus crucificado nos pobres. Nos DGAE 2011, a cruz aparece duas vezes (5, 69) e apenas uma vez essas Diretrizes falam do martírio (3).
3. Da estrutura
A 49ª Assembleia Geral, de 2011, considerou sumariamente "a mudança de época como maior desafio” (27). O tópico da "mudança de época” faz, no mínimo, dez anos que aparece em documentos eclesiais. Na estrutura das DGAE 2011 não somos mais confrontados com desafios do mundo, mas com cinco urgências da Igreja na ação evangelizadora, urgências que representam escolhas caseiras e reparos institucionais dos estragos que a mudança de época causa às Igrejas. Eis as cinco urgências que no IV capítulo das Diretrizes se tornam cinco "perspectivas de ação”:
(1) Igreja em estado permanente de missão;
(2) Igreja: casa de iniciação à vida cristã;
(3) Igreja: lugar de animação bíblica da vida e da pastoral;
(4) Igreja: comunidade de comunidades;
(5) Igreja a serviço da vida plena para todos.
Como a "opção preferencial pelos pobres” no Objetivo geral, também a verdadeira razão de ser da Igreja, estar "a serviço da vida plena para todos”, se encontra em último lugar nas perspectivas de ação. O quê é realmente urgente na Igreja? Urgente é o grito dos pobres, a dor dos excluídos, a cruz dos injustiçados! O resto são tarefas permanentes (estado permanente de missão, iniciação à vida cristã, animação bíblica, construção de comunidades). Com as urgências, os autores das DGAE não conseguem, como é a sua intenção, "ultrapassar uma pastoral de mera conservação ou manutenção para assumir uma pastoral decididamente missionária, numa atitude que, corajosa e profeticamente, [Aparecida] chamou de conversão pastoral” (DAp 370, DGAE 2011 n. 26).
Não podemos trocar desafios por urgências! E as Diretrizes admitem que as urgências elencadas nem sempre correspondam aos desafios reais (131). A urgência das DGAE 2011 aponta, como uma espécie de PAC (Programa de Aceleração dos Católicos) eclesial apenas para a velocidade, não para o caminho. Pela falta de recursos e agentes de pastoral nas periferias das nossas grandes cidades, os ministros que restam se tornaram, muitas vezes, missionários e missionárias de Fórmula 1, sobrecarregados com tarefas e distâncias. Estão "na onda” da aceleração exigida pelo mercado e agora pelas DGAE.
No conjunto das Diretrizes não falta uma cesta básica de desafios. O que falta é a devida priorização. Todos os desafios são subordinados à "mudança de época como o maior desafio a ser atualmente enfrentado” (27, cf. 26): educação na fé (40, 98), ambientes virtuais (59), mundo plural, globalizado, urbanizado e individualista (60), diversificação dos ministérios leigos, a vida dos abandonados, excluídos, ignorados em sua miséria e dor (66). As Diretrizes elencam ainda outros desafios: juventude (81), ecumenismo (82), diálogo interreligioso (83), missão ad gentes (84), testemunho de Cristo e dos valores do Reino (91), aproximação entre fé e razão (117).
Como já mencionamos, as urgências, que representam as partes centrais das DGAE (capítulo III e IV), são precedidas por uma reflexão cristológica, como ponto de partida (capítulo I), e por "Marcas de nosso tempo” (capítulo II). O capítulo V propõe a operacionalização dessas urgências nas Igrejas particulares através de "um processo de planejamento”. Para este propõe sete passos metodológicos, que as próprias DGAE nem sempre seguem.
Aos sete passos metodológicos correspondem sete perguntas: Onde estamos (1)? Onde precisamos estar (2)? Quais são as urgências pastorais (3)? O que queremos alcançar (4)? Como vamos agir (5)? O que vamos fazer (6)? Como renovar as estruturas (7)? Infelizmente, as perguntas bem feitas não podem romper o círculo de giz eclesiocêntrico previamente estabelecido.
4. Nas entrelinhas
O que não pode ser dito na praça pública, atravessa as Diretrizes nas entrelinhas. Queria destacar algumas dessas palavras quase clandestinas que permitem uma leitura mais profunda do que funcional das DGAE. Na esteira de Aparecida, as DGAE desenvolvem um guia de densa espiritualidade para o discípulo missionário universal em torno dos substantivos "alteridade” e "gratuidade”. Aparecida nos lembrou que "na generosidade dos missionários se manifesta a generosidade de Deus, na gratuidade dos apóstolos aparece a gratuidade do Evangelho” (DAp 31). As DGAE 2011 continuam: "As atitudes de alteridade e gratuidade marcam a vida do discípulo missionário de todos os tempos. Alteridade se refere ao outro, ao próximo, àquele que, em Jesus Cristo, é meu irmão ou minha irmã, mesmo estando do outro lado do planeta” (8). As DGAE, quando falam do outro como irmão e do apostolado como graça, enfatizam, em determinados enxertos, a fonte cristológica: "Gratuidade e alteridade são, portanto, modos de compreender o que há de mais decisivo em Jesus Cristo: a saída de si, rumo à humanidade [...]” (12).
Na acolhida do outro acolhemos Jesus e na acolhida de Jesus, que se fez Palavra do Pai, acolhemos o outro (cf. 50s). As diferenças nos convidam "ao respeito mútuo, ao encontro, ao diálogo, à partilha e ao intercâmbio de vida e à solidariedade” (ibd.). O intercâmbio da vida é prefigurado em Jesus e se resume nas palavras "doação”, "desprendimento” e "esvaziamento” (16). Por conseguinte, "todo relacionamento é [...] chamado a acontecer na gratuidade. À semelhança de Cristo Jesus que, saindo de si, foi ao encontro dos outros, nada esperando em troca (cf. Fl 2,5ss)” (9). O discípulo missionário "é chamado a profeticamente questionar, através de suas escolhas e atitudes, um mundo que se constrói a partir da mentalidade do lucro e do mercado” (DGAE n. 9). A gratuidade corta "a raiz mais profunda da violência, da exclusão, da exploração e de toda discórdia” (9). Ela é a "vitória sobre a ambição” (69). Num mundo dominado por lucro e mercado, por vingança e ressentimento, a acolhida gratuita do outro significa despojamento e perdão. São atitudes proféticas que fazem parte de um mundo novo, do outro mundo que é possível, do Reino de Deus no meio de nós (cf. 9s, 140).
Gratuidade e alteridade lembram o que já foi dito no documento "Evangelização e missão profética da Igreja” da 43ª Assembleia Geral, de 2005: "Evangelizar é uma ação eminentemente profética, anúncio de uma Boa-Nova portadora de esperança. A profecia será, pois, a forma mais eficaz de anunciar a Boa Nova” (Evangelização e missão, cap. 1).
Aonde vais, Igreja? Não estamos indo por aí, sem rumo. As reais urgências e os verdadeiros anseios do povo de Deus revelam-se nas entrelinhas das DGAE: a Igreja profética, o reconhecimento da alteridade, a gratuidade da missão e a fidelidade a Jesus Cristo crucificado e ressuscitado no meio do povo. Aí se encontra a possibilidade de a Igreja no Brasil interromper a fuga e ser, o que deve ser: "expressão da encarnação do Reino de Deus no hoje de nossa história” (141).

Fonte: Adital